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AUDIOTOUR FICCIONAL (2005 – 2018)

 

O Caminho X
(El camino X)

 

O Caminho X
(Festival Internacional de Teatro FIT, São José do Rio Preto, São Paulo, Brasil, 2007)
(Convidado especialmente para a programação dos festejos de aniversário da cidade de São José do Rio Preto, 2008)

 

Em 5 de junho de 2007 uma gravação foi encontrada. Nela o historiador Artur Castro se dirige ao Padre Jonas com uma mensagem inquietante. Castro desaparece misteriosamente e não há nenhum registro do caso na justiça.

Entretanto, a cidade padece de um estranho mal amnésico… Importantes informações históricas somem, monumentos desaparecem e a memória dos habitantes se torna cada vez mais difusa… Algum detalhe na história da cidade parece ser de suma importância para alguém…

O que está guardado na memória deste lugar?

Nunca você se perguntou por que não existe nenhum monumento ao fundador de Rio Preto?

Por que alguém quis mudar o nome da cidade?

Quanto tempo ainda resta antes que o esquecimento nos devore?

 

FICHA TECNICA:

Ideia, direção e roteiro: Ariel Dávila e Christina Ruf (BiNeural-MonoKultur)

Tradução: Felipe França Gonzalez

Design sonoro e música original: Guillermo Ceballos

Pesquisa: Ariel Dávila, Christina Ruf e Felipe França Gonzalez

Elenco: Guido Caratori (Artur Castro) e Bia Moretti (introdução e fim)

Participação: Leandro Aveiro, Anderson Niels

Colaboração: Augustinho Brandi, José Vilanova, Fernando Marques e Marciana Lopes.

Produção geral: Felipe França Gonzalez

Co-Produção: BiNeural-Monokultur e Difusa Fronte(i)ra

Agradecimentos: Padre Aparecido Donizeti Bianchi, Gilberto Capati, Jaime de Paula, Elias N. Madi, Fernando N. Madi, Edson Citalli, Márcio de Carvalho Coêlho, Jirair Carabaschian, Equipe FIT.

 

PESQUISA: 
Como em nosso primeiro trabalho, este Audiotour Ficcional é ancorado fortemente na história da própria cidade. Inclusive nesta versão, isso é mais profundo, já que a trama da ficção fala sobre um fato real: o desaparecimento de grande parte da memória da cidade. Encontramos pedestais vazios dos quais os monumentos desapareceram há muito tempo e ninguém sabe aonde foram parar, além de edifícios abandonados e documentos perdidos do registro histórico da cidade.
Criamos então o personagem de um historiador que vai perdendo a memória e precisa deixar um registro do que está descobrindo: alguém quer apagar a memória do lugar para tomar totalmente o poder.
Como na primeira realização, o tom é de um policial histórico, cheio de suspense. A diferença aqui está na utilização de mais materiais históricos reais, como fotos e outros documentos, e incorporamos reconstruções sonoras de lugares abandonados como a estação de trem, recurso que mais adiante será também encontrado em outras histórias.